O amor à palavra. A vaidade da escrita. A falta do que fazer. A esperança no desconhecido. Por que escrevemos ou deixamos de escrever? Por que nos torturamos com a busca desenfreada e obsessiva pela melhor frase?
Prometi para mim mesmo que meu primeiro post não teria lirismo piegas, mas a melancolia do ócio…
Na falta do que fazer, não vou inventar minha liberdade. Vou sonhá-la. Vou descer ao porão e esbanjar clichês. Escreverei para ninguém ler e ficarei triste quando abrir a página, no próximo dia de postagem, e não escontrar nenhum comentário.
Tinha planejado meu primeiro post para ontem, mas, depois de terminar Vidas Secas, fiquei na fossa um bom tempo. E olha só, cá estou eu na fossa novamente, fantasiando o que nunca serei: escritor.
Como um otimista, aqui estou, esperando ganhar na loteria do talento. E, enquanto isso não acontecer, continuarei escrevendo, sonhando e tentando acreditar que esses sonhos se tornarão realidade.
P.S.: Segundo meus cálculos, este é meu quarto blog e vai durar aproximadamente umas cinco postagens. Agora tenho um Hemingway me esperando. Goodbye Cruel World of Internet.
Cris disse,
Maio 1, 2008 @ 12:19 am
Se depender de mim, esse blog vai durar bem mais do que cinco postagens. Vc é ótimo! Escreve muito bem e tem um estilo despretensioso… gostoso… e seu. To achando que vc é escritor…
sandmind disse,
Maio 12, 2008 @ 12:29 pm
Cris,
Muito obrigado (um pouco atrasado) pelo elogio. Quanto a ser um escritor, vamos ver…