COL

Quase morri de rir com o conto do Daniel Pellizzari na edição comemorativa do COL. Quem quiser entender a alusão presente nesta última frase vai ter que ler o conto. Acreditem, é hilário.

A COLuna do Galera tem uma espécie de conto sobre um velho branco. O Galera tece varias reflexões sobre o velho, fala um pouco sobre o destino, tendendo para o determinismo, e acaba com uma alusão a um dos temas da obra de David Foster Wallace: a incapacidade de demonstrar o que realmente se passa dentro de nossa mente com precisão. Falta linguagem. E um trecho da autoria de DFW no final da COLuna deixa claro essa influência, que talvez seja parte da homenagem do Galera ao DFW, que, para quem não sabe, se suicidou no dia 12 de setembro desse ano.

O Cardoso continua com o humor meio nonsense que lembra algumas partes do almanaque virtual A Hortaliça, editado pela Vanessa Bárbara. Pensando bem, algumas partes da Hortaliça lembram o estilo do Cardoso, já que este veio antes. Eu ia tentar explicar esse estilo, mas estou com preguiça.

O Guilherme Pilla aproveitou para fazer uma brincadeira malvada mas engraçada com seus leitores. Na COLuna da Clarah, na qual só dei uma espiadinha, parece que ela narra a sua ida a um show. Não li bem os textos dos outros COLunistas, mas parecem bons.

A única notícia ruim é que essa é a última edição do COL. Bem, como explica o Pellizzari:

“coisas boas sempre acabam. por isso são boas. coisas
ruins duram pra sempre. são eternas, tipo o paraíso
cristão, onde ninguém fode nem faz artê.”

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